Pandemia
Cresce o número de jovens contaminados em Pelotas
População entre 12 e 30 anos já representou 23,9% dos infectados e hoje corresponde a 25,8%
Carlos Queiroz -
O verão chegou e é claro que se tornou mais duro respeitar um isolamento social que já dura nove meses. Mas a pandemia não acabou. Pior: ela está no que até o momento é o pico dentro de Pelotas. Então fica novamente o apelo: fique em casa. Uma mensagem especialmente aos jovens, que representam significativa parcela dos infectados na cidade.
O alerta veio de duas frentes: a Associação Médica de Pelotas e do reitor da UFPel, Pedro Hallal, que é também coordenador de pesquisa nacional sobre a Covid-19. Segundo dados do Observatório de Segurança Pública, órgão responsável pela análise dos dados coletados pela Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), dos 13.113 casos confirmados até o dia 17 de dezembro, 3.524 estão dentro da faixa etária dos 12 aos 30 anos. O número representa 26,9% das infecções em Pelotas.
De acordo com os números enviados ao Diário Popular, houve recentemente aumento na representatividade da faixa etária analisada dentro dos grupos de maior incidência de Covid-19 em Pelotas. Em março, início da pandemia na cidade, não houve registros de exames positivos referentes a pessoas entre 12 e 30 anos. Em julho, primeiro pico da doença no município, já eram 232 os contaminados dentro desta faixa - 23,9% do total. Já em dezembro, foram 589 infecções referentes a ela - 25,8% do total. Em relação ao perfil dos infectados na cidade, separados por idade, destaca-se na última atualização (10 de dezembro) como o grupo de maior incidência homens e mulheres entre 20 e 34 anos - são 32% dos casos. Na sequência aparecem as pessoas entre 35 e 49 anos, que são 31%. E ambos com pico assustador em novembro: 1,6 mil e 1,4 mil casos, respectivamente. A título de comparação, em outubro haviam sido 600 e 400, respectivamente.
A situação fez com que a prefeitura reforçasse o policiamento nas ruas e endurecesse medidas visando a coibir aglomerações tanto em espaços fechados, como boates, que estão proibidos de funcionar, quanto locais abertos, como praças e parques, onde a permanência também não está permitida. No último decreto municipal, publicado na semana passada, ficaram proibidos também eventos públicos de Natal e de Ano Novo. Estão liberados eventos particulares, desde que restritos ao núcleo familiar.
A prefeitura afirma ainda, através de nota: “Caso a população verifique descumprimentos ao decreto, pode denunciar, anonimamente, à Guarda Municipal, através do telefone 153, ou pelo Disk Denúncia, disponibilizado pela Brigada Militar, no 3227-7171.”
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